A história da abolição da escravidão no mundo ainda está bem recente. E se pararmos para analisar, seus efeitos ainda andam pela sociedade, através de diferenciação de pessoas por cor de pele, condição social ou econômica entre outros fatores.
Mas para ficar mais claro, vamos ao significado do termo. De acordo com o Cambridge Dictionary, Escravidão significa "a condição de ser legalmente propriedade de outra pessoa e forçada a trabalhar ou obedecê-la;"
Não somos propriedade direta de alguém no mundo atual. Mas convenhamos, somos propriedades indiretas para quem prestamos serviço. Afinal, muitas empresas ditam regras desumanas de trabalho em troca de um salário miserável. A escravidão apenas tem mudado de roupa. Ela tem evoluído em suas referências.
E se atentarmos à causa, ao ponto raiz, sempre chegaremos a um padrão, independente do tempo na história - o fato de que pessoas quererem explorar outras.
Temos vários argumentos de exploradores para justificarem sua ação. Mas a que considero ser a pior delas é que é preciso para ser economicamente viável. E considero essa porque eu mesmo já a usei para explorar outras pessoas. E quando percebi isso, bateu bem forte e me senti mal em ser um desses.
Mas o que diferencia um ignorante de uma pessoa má, é a escolha que ele faz a partir do momento que descobre que sua ação é negativa. A partir desse dia, decidi que ia pagar às pessoas o valor que eu gostaria de receber por aquela tarefa se eu a fizesse.
E mais, que ensinaria as pessoas a fazer a tarefa da melhor forma para que pudessem merecer receber aquele valor. Escolheria manter apenas aqueles que quisessem crescer, se melhorar.
Pois percebi que há um outro padrão em exploradores - encontrar quem quer ser explorado. Sim, parece não fazer sentido, mas é a verdade. O explorador só se manifesta porque há pessoas que aceitam ser exploradas.
Sei que muitos vão se incomodar com essa visão. E claro, cada um tem o direito de ter suas perspectivas. Mas vou explicar melhor a minha. E você tem o direito de manifestar a sua e podemos aprender um com outro.
Na natureza, as energias e forças estão sempre em equilíbrio. Conforme as leis da física, para toda ação tem uma reação.
Então, para cada pessoa que quer explorar uma outra, existe mais de uma reação possível do explorado. Aqui vou considerar as 3 reações que considero mais provável para nossa reflexão.
1. Aceitar ser explorado
2. Não aceitar ser explorado e lutar contra o explorador
3. Agir estrategicamente para buscar sua liberdade
A primeira, normalmente aceita ser explorado porque simplesmente tem medo de ser livre. Sim, liberdade implica em assumir responsabilidade. E nem todos tem essa coragem. Muitos simplesmente aceitam ser explorados porque não querem assumir o risco da liberdade, então continuam se colocando no papel de serem explorados. Nessa situação, você tende a ficar cada vez mais dependente, pois ficará cada vez mais fragilizado na mão do explorador.
A segunda, o explorado simplesmente revolto de sua situação, enfrenta o explorador, contestando melhores condições. Essa acho, sinceramente, à estratégia mais burra de todas. Porque é fato que o explorador terá mais força e você terá mais chances de perder
De todas elas, a minha favorita é a terceira. Isso porque é a que considero a melhor opção em que você pode enfraquecer o explorador sem você se enfraquecer junto. Mas as vezes é preciso estrategicamente mesclar com a primeira ou segunda opção.
Na primeira opção, esses aceitam ser explorados por um tempo, mas estão usando o momento de serem explorados estrategicamente para ganharem algum fôlego e buscarem sua liberdade.
E ao darem o passo afastando do explorador para conseguirem sua liberdade, sabem que o explorador reagirá. Por isso o passo de se afastar precisa ser dado com disposição de luta se for preciso.
Existe dois grandes casos famosos de explorados que decidiram se afastar de seus explorados, um com luta e o outro negando o combate.
Um famoso caso de estratégia de liberdade com luta é a dos escravos no Brasil. Eles ensaiaram durante meses lutas de Capoeira mas as usavam como ritual de dança e arte para disfarçar seus exploradores. Assim, através da busca pela liberdade, nasceu uma grande arte, mantida até hoje na tradição popular brasileira.
E de todos, o mais enriquecedor de caso de liberdade sem luta é o da liberdade da Índia. Mahatma Gandhi enfrentou com bandeira branca todo um exercito Inglês, se negando a guerra. Enfraqueceu o inimigo com sua firmeza de liberdade, estando disposto a entregar a sua própria vida em uma luta pela liberdade pelo diálogo, sem a necessidade de uma guerra sangrenta. Se tornou uma referência no mundo de busca pela paz e liberdade.
Vale lembrar que essa terceira situação poderíamos fazer listas de exemplo de líderes que agiram dessa forma estratégica. Mas dificilmente vamos encontrar um caso de sucesso na primeira e segunda situação.
Mas há um que vale ser citado. O caso de Estêvão, presente na história do Cristianismo. Ele foi escravizado e se posicionou de forma pacifica e resignada na posição de explorado. A maioria acredita que ele se posicionou a aceitar ser explorado. Mas eu ainda acredito que ele se posicionou estrategicamente conforme as suas condições e realidade do momento. Ganhou sua liberdade doada pelo seu próprio dono. E depois se tornou cristão e doou sua vida a ajudar os mais necessitados até ser julgado e morto pelas mãos de Saulo (que mais tarde de transformou em Apóstolo Paulo). Sua morte é considerada o primeiro mártir do Cristianismo e foi uma base importante para o legado deixado pelo São Paulo. Sua liberdade é pouco conhecida e lembrada diretamente. Mas foi ela que serviu de base para o maior apóstolo de Cristo na história.
Das três, não há uma que se pode dizer certa ou errada. Cada um deve escolher conforme sua capacidade e condição. Todas terão consequências e riscos. Portanto, saber do que você está disposto a fazer e a assumir de responsabilidade é essencial para saber qual escolher.
Mas uma coisa é certa, na história, a que mais demonstra probabilidade de acerto é a terceira. Mas também é a que exige maior esforço e inteligência de ação.
E então, em qual das três quer se posicionar?
Mas para ficar mais claro, vamos ao significado do termo. De acordo com o Cambridge Dictionary, Escravidão significa "a condição de ser legalmente propriedade de outra pessoa e forçada a trabalhar ou obedecê-la;"
Não somos propriedade direta de alguém no mundo atual. Mas convenhamos, somos propriedades indiretas para quem prestamos serviço. Afinal, muitas empresas ditam regras desumanas de trabalho em troca de um salário miserável. A escravidão apenas tem mudado de roupa. Ela tem evoluído em suas referências.
E se atentarmos à causa, ao ponto raiz, sempre chegaremos a um padrão, independente do tempo na história - o fato de que pessoas quererem explorar outras.
Temos vários argumentos de exploradores para justificarem sua ação. Mas a que considero ser a pior delas é que é preciso para ser economicamente viável. E considero essa porque eu mesmo já a usei para explorar outras pessoas. E quando percebi isso, bateu bem forte e me senti mal em ser um desses.
Mas o que diferencia um ignorante de uma pessoa má, é a escolha que ele faz a partir do momento que descobre que sua ação é negativa. A partir desse dia, decidi que ia pagar às pessoas o valor que eu gostaria de receber por aquela tarefa se eu a fizesse.
E mais, que ensinaria as pessoas a fazer a tarefa da melhor forma para que pudessem merecer receber aquele valor. Escolheria manter apenas aqueles que quisessem crescer, se melhorar.
Pois percebi que há um outro padrão em exploradores - encontrar quem quer ser explorado. Sim, parece não fazer sentido, mas é a verdade. O explorador só se manifesta porque há pessoas que aceitam ser exploradas.
Sei que muitos vão se incomodar com essa visão. E claro, cada um tem o direito de ter suas perspectivas. Mas vou explicar melhor a minha. E você tem o direito de manifestar a sua e podemos aprender um com outro.
Na natureza, as energias e forças estão sempre em equilíbrio. Conforme as leis da física, para toda ação tem uma reação.
Então, para cada pessoa que quer explorar uma outra, existe mais de uma reação possível do explorado. Aqui vou considerar as 3 reações que considero mais provável para nossa reflexão.
1. Aceitar ser explorado
2. Não aceitar ser explorado e lutar contra o explorador
3. Agir estrategicamente para buscar sua liberdade
A primeira, normalmente aceita ser explorado porque simplesmente tem medo de ser livre. Sim, liberdade implica em assumir responsabilidade. E nem todos tem essa coragem. Muitos simplesmente aceitam ser explorados porque não querem assumir o risco da liberdade, então continuam se colocando no papel de serem explorados. Nessa situação, você tende a ficar cada vez mais dependente, pois ficará cada vez mais fragilizado na mão do explorador.
A segunda, o explorado simplesmente revolto de sua situação, enfrenta o explorador, contestando melhores condições. Essa acho, sinceramente, à estratégia mais burra de todas. Porque é fato que o explorador terá mais força e você terá mais chances de perder
De todas elas, a minha favorita é a terceira. Isso porque é a que considero a melhor opção em que você pode enfraquecer o explorador sem você se enfraquecer junto. Mas as vezes é preciso estrategicamente mesclar com a primeira ou segunda opção.
Na primeira opção, esses aceitam ser explorados por um tempo, mas estão usando o momento de serem explorados estrategicamente para ganharem algum fôlego e buscarem sua liberdade.
E ao darem o passo afastando do explorador para conseguirem sua liberdade, sabem que o explorador reagirá. Por isso o passo de se afastar precisa ser dado com disposição de luta se for preciso.
Existe dois grandes casos famosos de explorados que decidiram se afastar de seus explorados, um com luta e o outro negando o combate.
Um famoso caso de estratégia de liberdade com luta é a dos escravos no Brasil. Eles ensaiaram durante meses lutas de Capoeira mas as usavam como ritual de dança e arte para disfarçar seus exploradores. Assim, através da busca pela liberdade, nasceu uma grande arte, mantida até hoje na tradição popular brasileira.
E de todos, o mais enriquecedor de caso de liberdade sem luta é o da liberdade da Índia. Mahatma Gandhi enfrentou com bandeira branca todo um exercito Inglês, se negando a guerra. Enfraqueceu o inimigo com sua firmeza de liberdade, estando disposto a entregar a sua própria vida em uma luta pela liberdade pelo diálogo, sem a necessidade de uma guerra sangrenta. Se tornou uma referência no mundo de busca pela paz e liberdade.
Vale lembrar que essa terceira situação poderíamos fazer listas de exemplo de líderes que agiram dessa forma estratégica. Mas dificilmente vamos encontrar um caso de sucesso na primeira e segunda situação.
Mas há um que vale ser citado. O caso de Estêvão, presente na história do Cristianismo. Ele foi escravizado e se posicionou de forma pacifica e resignada na posição de explorado. A maioria acredita que ele se posicionou a aceitar ser explorado. Mas eu ainda acredito que ele se posicionou estrategicamente conforme as suas condições e realidade do momento. Ganhou sua liberdade doada pelo seu próprio dono. E depois se tornou cristão e doou sua vida a ajudar os mais necessitados até ser julgado e morto pelas mãos de Saulo (que mais tarde de transformou em Apóstolo Paulo). Sua morte é considerada o primeiro mártir do Cristianismo e foi uma base importante para o legado deixado pelo São Paulo. Sua liberdade é pouco conhecida e lembrada diretamente. Mas foi ela que serviu de base para o maior apóstolo de Cristo na história.
Das três, não há uma que se pode dizer certa ou errada. Cada um deve escolher conforme sua capacidade e condição. Todas terão consequências e riscos. Portanto, saber do que você está disposto a fazer e a assumir de responsabilidade é essencial para saber qual escolher.
Mas uma coisa é certa, na história, a que mais demonstra probabilidade de acerto é a terceira. Mas também é a que exige maior esforço e inteligência de ação.
E então, em qual das três quer se posicionar?